Os excluídos do interior das universidades públicas

no Estado de São Paulo e na cidade de Paris: alguns elementos para o debate.

 

Nilce da Silva[1]

Pedro Geraldo Tosi[2]

 

 

 

RESUMO

 

Este artigo pretende apresentar alguns elementos para o debate sobre a exclusão social que ocorre no interior das universidades públicas do Estado de São Paulo e apontar características deste mesmo processo em universidades parisienses, com relação aos brasileiros que estudam nesta capital em nível de pós-graduação. Iremos nos servir de dados da nossa pesquisa de doutorado e de larga experiência docente, administrativa, bem como de pesquisa de caráter exploratório em andamento. As referências teóricas de que dispomos analisam este tema do ponto de vista psicossocial e da ética da desigualdade social existente no Brasil e no mundo.

 

Palavras-Chave: Universidade – Exclusão/Inclusão - Mobilidade - Pobreza - Mecanismos de

 

 

ABSTRACT

 

This article presents some elements to discuss the social exclusion that happens inside the public universities of São Paulo state and it will characterizes the same process inside the universities of Paris city, with brazilian post - graduated students. We work with  the data of our research of Ph.D,  and with our experience as universitaries teachers and as administrators inside these instituitions. We also work with an experimental and inicial research that began in the last year. Our theoretical refences to analyse this subject has the ethics, psychogical and social point of view, that calls our attention for the brazilian and world social difference.

 

Key Words: University- Exclusion/Inclusion – Mobility - Poverty - Mechanisms of

 

 

 

1          INTRODUÇÃO

 

O debate sobre o fenômeno exclusão/inclusão encontra-se na pauta do dia. Partidos políticos, sindicatos, órgãos governamentais e órgãos não governamentais, secretarias públicas, escolas, etc, dedicam parte de sua agenda à esta discussão.

Nós, professores universitários, temos observado, ainda de modo inicial e exploratório, que as universidades públicas do Estado de São Paulo, bem como aquelas receptoras de imigrantes brasileiros em Paris, possuem mecanismos sutis que compõem o processo de exclusão/inclusão de alguns dos seus “integrantes”.

No nosso ponto de vista, assim como para muitos estudiosos da questão, esta é complexa, pois há uma dialética da exclusão e da inclusão, constituindo a primeira – a inclusão, parte da segunda – a exclusão. Como nos diz Bader Sawaia:

 

“A dialética inclusão / exclusão” gesta subjetividades específicas que vão desde o sentir-se incluído até o sentir-se discriminado ou revoltado. Essas subjetividades não podem ser explicadas unicamente pela determinação econômica, elas determinam e são determinadas por formas diferenciadas de legitimação social e individual, e manifestam-se no cotidiano como identidade, sociabilidade, afetividade, consciência e inconsciência.

Em síntese, a exclusão é um processo complexo e multifacetado...”. (SAWAIA, 2001, p. 9)

 

 

2          O PROCESSO INCLUSÃO/ EXCLUSÃO NAS UNIVERSIDADES: UMA PRIMEIRA APROXIMAÇÃO.

 

Em abordagem preliminar dos aspectos relativos ao processo exclusão / inclusão, nós constatamos a relação social e política versus a formação do subjetivismo do sujeito.

Com relação às universidades públicas no Estado de São Paulo, sabemos que as mesmas são locais nos quais a maioria da população brasileira sequer colocará seus pés. De um modo geral, pelo simples e grave fato de serem pobres.

A categoria “pobreza” engloba, na maior parte das vezes, aqueles que: buscam o assistencialismo do Estado e ou da Igreja; dependem de outras pessoas para a sobrevivência mínima; sofrem experiências sociais humilhantes; não reagem ou não resistem às humilhações sociais com as quais são golpeados no cotidiano, ou ainda, possuem, como resultado da exposição e como decorrência da articulação dos fatores anteriormente mencionados, projeto de autonomia de vida, ou seja, o conceito de “pobreza” ultrapassa o âmbito do econômico.

Apesar desta ser a regra do nosso sistema social, bem como das suas instituições excludentes, muitos “pobres” conseguem a entrada na universidade pública, como aluno de graduação, pós-graduação ou mesmo como professores. A trajetória de mobilidade social descreve para cada uma dessas pessoas um percurso aparentemente ascendente que não se completa em definitivo com mudança do status de excluído para o status de incluído.

Isso se verifica na medida em que, reiteradamente, os papéis desempenhados por esses “incluídos” que, ao percorrerem e preencherem as condições de escolarização são, de alguma forma, “coletivamente” percebidos como recorrência de uma determinada origem social.

Na medida em que estes “excluídos socialmente” se inserem no sistema universitário público, a universidade, assim como a sociedade revela uma estrutura social fraturada reproduzindo-se institucionalmente sendo marcada por um divisor social para o qual a detenção de mérito e a aquisição de conhecimentos se revelam insuficientes para anular determinados estigmas. Este divisor separa a universidade em pelo menos dois grupos: a) - os indivíduos incluídos socialmente e também integrados na universidade; e b) – os indivíduos excluídos socialmente que ingressaram na universidade, certamente em busca da inclusão social, via instituição escolar, e que são vítimas das artimanhas da exclusão institucional.

Sendo assim, apresentamos para a discussão a seguinte afirmação: Hoje, encontra-se instaurada nas universidades públicas do Estado de São Paulo, assim como em instituições de nível superior em Paris que recebem estudantes brasileiros, uma espécie de “inclusão perversa” (FORACCHI, 1982).

Neste processo de inclusão perversa, as palavras do estudante de mestrado da USP e UNESP que iniciam este artigo são de extrema importância, pois elucidam a problemática em questão.

Por este motivo, e ainda pela lusofonia da língua utilizada, afirmamos, mesmo que provisoriamente, que muitos estudantes brasileiros, em nível de pós-graduação, em Paris, sentem-se e afirmam-se humilhados por professores e colegas de curso, sobretudo franceses. Ou seja, muitos compatriotas são golpeados cotidianamente no “berço da liberdade, da igualdade e da fraternidade”.

Sendo assim, a universidade, muitas vezes, neste processo de “inclusão perversa”, desqualifica professores e alunos “pobres”; aparta-os de grupos de pesquisa e tarefas mais “nobres” do ensino superior; semeia a ilusão de que estes “pobres” participam de atividades prestigiadas; coloca-os numa situação de desafiliação ou ainda de ruptura do processo identitário, e ainda, para não categorizá-los definitiva e explicitamente como “pobres”, apresenta as mais diferentes argumentações, ditas acadêmicas, que os afastam do centro das decisões.

Além disso, estamos por constatar que o grupo dos “incluídos na perversidade” culpabilizam-se por serem como e quem são. Muitas vezes, procuram, no senso que Foucault atribui a disciplina, enquadrarem-se no interior da instituição universitária, para não sentirem, mais uma vez, a exclusão incansavelmente provada em âmbito maior da vida em sociedade e vivida nos centros de produção de conhecimento, e, por conseguinte, deparam-se e decepcionam-se frente a um palco de encenações cujos atores discutem, enfeixam questões nas quais o poder, de natureza pessoal, ou ainda, os chamados micro-poderes, estão sempre presentes, vigorosos e atuantes.

Neste momento, há que se questionar qual, ou quais as funções da universidade, nos dias de hoje. Retomemos a palavras de Roberto Romano (1992):

 

“Contra as teses populistas, enfim, outro lado da perversidade burocratizante, precisamos definir, sem paradoxo algum: a função social da universidade é de ser universidade, deixando de constituir-se numa caixa de ressonância de interesses partidários, ideológicos, religiosos. Estes últimos perseguem seus fins, legítimos na instância devida. Nos campi, todos são bem-vindos, desde que não desejem reduzir o saber ao metro curto de seus alvos conjunturais”.

 

Nós, modestamente, acrescentaríamos, que a universidade não deveria conceber os interesse de cunho absolutamente pessoal.

Hoje, as universidades, ao mesmo tempo em que congregam pessoas cujas ações englobam atividades de pesquisa, ensino, aprendizagem e extensão de serviços, revelam a face perversa que a ousadia e a polêmica apresentada neste artigo. Conseqüentemente os seus protagonistas – atores, longe de serem inventores, gênios, descobridores tornam-se aventureiros e conquistadores. Desta forma, científica e os seus procedimentos devem ser não só respeitados, como também, regulamentados. Os artifícios da exclusão aparecem como resultantes das contigüidades entre os procedimentos de ordem científica e os de ordem burocrática. Nessa rede de ações de natureza procedimental e regulamentar, aparentemente neutra – já que burocrática, os “pobres” enfrentam os problemas que revelam suas respectivas desafiliações.

Apresentamos como hipótese de que “para não se parecer pobre ou desafiliado”, uma possibilidade presente para os sujeitos de nossa pesquisa, é articular-se com grupos de trabalho, em cujo seio, a temática da exclusão seja incansavelmente analisada, inclusive no âmbito maior da vida em sociedade. Entendemos que, assim, verificações regulares, por parte dos que se identifiquem com a problemática sejam instituídas permitindo-se o cotejamento entre experiências similares[3].

 

 

3          BUROCRATIZAR: ESTRATÉGIA PARA GARANTIR A EXCLUSÃO?

 

Como é factível no sistema capitalista, a visão presente na sociedade e também nas universidades aqui citadas, muitos alunos e professores considerados “pobres” resistem às “humilhações sociais” sofridas e, ao ocuparem um lugar de destaque no mundo acadêmico e, por conseguinte na vida social, acabam revelando seus respectivos projetos de autonomia, aos quais a comunidade universitária, escassamente, julga do ponto de vista de critérios éticos da responsabilidade acadêmica.

Com relação ao termo “humilhações sociais”, faz-se mister destacar a seguinte citação de J. M. Gonçalves Filho:

 

“A humilhação social conhece, em seu mecanismo, determinações econômicas e inconscientes. Devemos propô-la como uma modalidade de angústia disparada pelo enigma da desigualdade de classes. Como tal trata-se de um fenômeno ao mesmo tempo psicológico e político. O humilhado atravessa uma situação de impedimento para sua humanidade, uma situação reconhecível nele mesmo - em seu corpo e gestos, em sua imaginação e em sua voz – e também reconhecível em seu mundo – em seu trabalho e em seu bairro”.(1998)

 

Dos muitos depoimentos coletados[4], sabemos que os projetos de autonomia de vida pessoal e intelectual dos nossos sujeitos são vistos como transgressões pelo simples fato de não obedecerem a padrões aceitos social e institucionalmente. Como sabemos, os transgressores perturbam e criam um mal-estar nos bastidores do poder. A regra, portanto, para não se parecer “pobre” ou desafiliado, é articular-se a grupos de trabalho cujos objetivos principais possibilitem a afiliação e a aceitação entre os pares. Assim, os mecanismos articuladores do processo de inclusão visam, prioritariamente, a aceitação do ator em um grupo de ações para as quais a cultura e a vida escolar deveriam apontar no sentido da qualificação e da competência, mas que em última análise podem revelar tanto o espírito corporativo dos pares, como o uso de determinadas posições de mando enquanto armas de humilhação.

Nesse processo de provar a capacidade de articular-se com grupos nos quais haja aceitação, muitas vezes, as insinuações e as questões de ordem pessoal, ou das conhecidas “vaidades acadêmicas”, se sobrepõem aos elementos dignos de verificação de cunho acadêmico fazendo com que estejam presentes atitudes que revelam os aspectos de uma possível distorção da finalidade da universidade pública: produzir conhecimento no âmbito do domínio público.

É dentro desse diapasão que compreendemos a exclusão como parte de um processo maior de “aparente” inclusão e, no qual os sujeitos acabam experimentando impactos na formação de suas respectivas identidades como partícipes ou como produtores do conhecimento, quer considerem-se incluídos, quer sejam de fato rejeitados e excluídos, como salientamos anteriormente das atividades tidas como “nobres”.

Assim, as ações transitam de modo que alguns se sintam mais aptos e mais à vontade para desempenharem seus papéis de inseridos socialmente e incluídos intelectualmente, e outros sejam obrigados a desempenhar papéis “menos valorizados” por serem de origem social, étnica, gênero ou nacionalidade que marginalizados em nível social. Ou seja, nossos sujeitos de pesquisa foram incluídos intelectualmente, mas, para eles, a origem social, no seu sentido mais amplo, é fator de desabono nas universidades, e à burocracia é atribuído o poder, “neutro”, de escamotear a realidade.

Para estas pessoas, os excluídos socialmente que buscaram e encontraram ascensão social via universidade, cujas vidas têm se constituído numa trajetória de experiências humilhantes, apresentam-se dois caminhos: 1- Engajarem-se como defensores de posições e posturas alheias àquelas que poderiam ser consentâneas com seus respectivos processos identitários, ou, 2 - Sob o estigma de transgressores, estes sujeitos são reiteradamente desqualificados por meio de mecanismos regulamentares; burocráticos, contíguos à ética de responsabilidade acadêmica que  desviam-se da finalidade da universidade pública, ou seja, instituição social produtora e difusora de conhecimentos.

 

 

4          CONSIDERAÇÕES FINAIS: FRATURAS SOCIAIS E IDENTITÁRIAS

 

O processo exclusão/ inclusão remete diretamente à questão de como as “fraturas sociais” dele decorrentes, reproduzidas na universidade, influenciarão diretamente na constituição da identidade dos nossos sujeitos.

Ou seja, nas situações de rejeição à pessoa, e ou ao grupo ao qual ela é pertinente, aqui apresentadas no âmbito das universidades “escamoteadas” pela burocracia, nos moldes apresentados por F. Kafka, dos nossos tempos, as questões: Quem sou eu? Como fazer para ser feliz? Qual é o meu mínimo eu? Fazem parte do cotidiano subjetivo dos participantes desta pesquisa exploratória.

Sendo assim, há que se levantar como hipótese que os envolvidos neste estudo-piloto vivem em situação de ansiedade por lidarem com o enfraquecimento de suas raízes, ao mesmo tempo, em que enfrentam o desconhecido, a incerteza de integrarem-se à “cultura da academia”.

Deste modo, podemos afirmar que nas universidades pertencentes ao âmbito desta pesquisa inicial, há uma série de “identificações em curso”: curso, que se diga ainda que de passagem, será fortemente marcado pela fratura social, fruto do sistema econômico perverso em que vivemos.

Em suma, a problemática aqui apresentada, de modo apenas introdutório, trata de situação, ou fenômeno, que ocorre em contextos sociais demarcados (as universidades) e ainda, aborda questões da subjetividade de alunos e professores (e por que não funcionários, mais adiante) envolvidos na pesquisa, que humilhados no cotidiano, lutam para construir suas identidades no nível social, profissional e pessoal.

 

“Como sempre, a Escola exclui; mas, a partir de agora exclui de maneira contínua, em todos os níveis (....) e mantém em seu seio aqueles que exclui, contentando-se em relega-los para os ramos mais ou menos desvalorizados. Por conseguinte, esses excluídos do interior são votados a oscilar – em função, sem dúvida, das flutuações e das oscilações das sanções aplicadas – entre a adesão maravilhada à ilusão que ela propõe e a resignação a seus veredictos, entre a submissão ansiosa e a revolta impotente. (....) [alguns alunos renunciam] às aspirações escolares e sociais que a própria Escola lhes havia inspirado, e, em suma, forçados a diminuir suas pretensões, levam adiante, sem convicção, uma escolaridade que sabem não ter futuro. Passou o tempo das pastas de couro, (....) do respeito devido aos professores (....)” (BOURDIEU e CHAMPAGNE: 1998, p.224)

 

Dito de outro modo, nosso trabalho incidir sobre temática intermediária, pois considera a relação indivíduo e sociedade. Estamos diante de um dilema que envolve a desigualdade provocada sobre tudo pelo capitalismo, que se transforma em uma modalidade de angústia pessoal, de re-construção do “eu” de muitos daqueles que fazem parte do cenário das universidades públicas no estado de São Paulo e dos muitos brasileiros nas universidades parisienses, sendo que as instituições em questão servem-se da burocracia e da legalidade para afastar os “menos favorecidos socialmente” dos centros de poder das universidades e,  este grupo, os incluídos perversamente, ou calam-se e destroem-se, ou buscam lutar e salvar-se mais uma vez da perversidade inerente aos nossos dias, procurando construir “pontes” entre as partes constituintes de uma sociedade e de uma universidade visivelmente fraturadas. No nosso ponto de vista, estes construtores de “pontes” são os “transgressores” da ordem estabelecida, e a eles, oferecemos as palavras de Goethe: “Tudo quanto puderes fazer, ou creias poder; começa. A ousadia tem gênio, poder e magia”.

 

BIBLIOGRAFIA

BOURDIEU. P. e CHAMPAGNE, P. “Os excluídos do interior”.  In: NOGUEIRA, M. e CATANI, A. (orgs.).  Escritos de educação. Petrópolis: Vozes, 1998.

FORACCHI, M. M. A participação social dos excluídos. São Paulo: Hucitec, 1982.

GONÇALVES FILHO, J. M. Humilhação social - um problema político em Psicologia. Psicologia USP. Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo. Vol. 1, n. 1 (1990). São Paulo, 1990.

SAWAIA, B. “Introdução: exclusão ou inclusão perversa?” , In: SAWAYA, B. (org.) As artimanhas da exclusão: análise psicossocial e ética da desigualdade social. Petrópolis: Vozes, 1999.

ROMANO, R. “As funções sociais da universidade”. In: BRANDÃO, Z., WARDE, M. J., IANNI, O. et alli. Universidade e Educação. Campinas/ São Paulo: CEDES/ Ande/ Anped, 1992.

 

 

DADOS DOS AUTORES:

Nilce da Silva[5]

Pedro Geraldo Tosi[6]

Hoje, eu curso pós-graduação na USP e na UNESP em nível de mestrado e conheço o outro lado da exclusão que já sofri por ser órfão, negro e pobre. Achava que já tinha superado o lado mais perverso deste mal por fazer parte de um grupo seleto (alunos da universidade pública). Percebi que os mecanismos de exclusão na universidade são mais sutis, mais elaborados e menos vistos pela sociedade. São mais difíceis de superar. (Depoimento de mestrando da USP e UNESP- 2002).

 

 



[1] Dra. Nilce da Silva é cientista social, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. E-mail para contato: nilce@usp.br.

[2] Dr. Pedro Geraldo Tosi é administrador público, professor de História Econômica da UNESP. E-mail para contato: pgtosi@uol.com.br.

 

[3] Para maiores informações consulte a plataforma lattes do CNPq o diretório do grupo Estudos sobre o processo de inserção/exclusão no Brasil e no mundo das populações migrantes: causas, efeitos e o papel da instituição escolar.

[4]  No momento em que se encontra nossa pesquisa, preferimos optar pela não exposição dos nossos sujeitos, nem mesmo das experiências que estão vivenciando atualmente, para assegurar-lhes condições “satisfatórias” e situações menos tensas em suas instituições de inserção.

[5] Dra. Nilce da Silva é cientista social, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. E-mail para contato: nilce@usp.br.

[6] Dr. Pedro Geraldo Tosi é administrador público, professor de História Econômica da UNESP. E-mail para contato: pgtosi@uol.com.br.